quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Doutrina da Salvação - Soteriologia



João 3:17
Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.



Soteriologia (Do grego: ciência da salvação): É a parte da Teologia que diretamente trata da redenção da humanidade pecadora pelo sacrifício de Jesus Cristo. Enviado pelo Pai, feito homem em tudo igual aos homens exceto no pecado, em nome deles e em seu proveito, ofereceu a vida na Cruz para remir o pecado da humanidade e abrir-lhe as portas do Céu. Esta redenção oferecida gratuitamente apela à aceitação por cada homem dos merecimentos de Jesus Cristo, mediante os meios de salvação e santificação.

O termo soteriologia é usado para definir tudo o que se relaciona com “salvação”, pois a palavra deriva de SOTERIO que em grego significa: “salvação”, “libertação” ou “preservação”.


Não se pode compreender a Doutrina da Salvação sem saber-se qual a condição do homem que dela necessita. Vejamos algumas situações do homem sem salvação:

Escravo do Pecado (Jo 8:34). O termo " escravo " significa estar cativo debaixo de poder absoluto, por compra, herança ou por guerra. O termo "pecado" significa transgressão da lei divina.

As Escrituras nos mostra que o pecado pode ser dividido em duas classes, a saber:

Pecado por Comissão É um ato que não atende uma condição imposta, em outras palavras, é fazer o que Deus proíbe.

Pecado por Omissão Ato ou efeito de omitir, deixar de fazer, ou seja, é deixar de fazer o que Deus manda.

Morto Espiritual(Rm 5:12), a morte espiritual é um tanto análoga a morte física.

A morte física é a separação entre o corpo e o espírito, quando o espírito abandona o corpo, o corpo morre. Da mesma forma, quando o espírito se separa de Deus, o espírito morre; da mesma maneira que o corpo sem o espírito está morto, o espírito sem Deus também está morto.

Separado de Deus, o homem está morto espiritualmente e impossibilitado, de tomar a iniciativa da salvação, esta é outra condição do homem sem salvação.

A conseqüência da queda de Adão, foi a exclusão da presença de Deus. Isto é, Deus já não andava com Adão no Éden(Gn 3:8; Is 59:2).

A Verdadeira Idéia de Salvação

Há diversas idéias a respeito da salvação. Vamos mencionar algumas das mais importantes e apontar a que está mais de acordo com a idéia apresentada por Jesus Cristo.

A Salvação e o Passado (At 17:30): Suponhamos que uma pessoa que não saiba nadar esteja prestes a afogar-se; mas, felizmente alguém o salva. A salvação nada tem haver com o passado da pessoa salva.

A Salvação e o Futuro: Imaginemos agora, um condenado a morte, porém perdoado por alguém cheio de bondade e amor. Este perdão garante ao condenado o livramento do castigo merecido. Esta salvação visou o livramento do castigo futuro.        

A Salvação de Jesus (Lc 9:24): Suponhamos que temos um único grão de arroz no mundo em nossas mãos. Para salvar esta semente o que temos que fazer? A melhor maneira de salvá-lo é plantando-o, pois se colhera centenas deles.

A verdadeira idéia da salvação é, aquela que contempla mais aquilo para o que somos salvos do que aquilo de que fomos salvos.

A salvação ensinada por Jesus acentua mais o céu com toda a sua glória do que o inferno com todo o seu horror. Não somos salvos para escaparmos da morte, mas para gozarmos a vida eterna.

I João 3:2
Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser.

A Soteriologia é uma matéria ampla e deve ser conhecida a fundo, como nosso intuito aqui é apenas uma explanação básica, vamos nos ater somente até aqui.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Homilética - A Arte de se Comunicar




II Timóteo 2:15
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.



Homilética é o ramo da teologia que trabalha a arte da pregação, ou seja, preocupa-se em ensinar os melhores meios de comunicar a Palavra de Deus aos seus ouvintes.

Ao que prega, seja ele um Pastor ou Aspirante à Pregador, importa que se prepare da melhor maneira possível para cumprir a ordenança de Cristo:"Ide e pregai!"   (Mc 16:15).

Aspectos espirituais da vida cristã devem ser a primazia da preparação de um bom sermão como a oração, a inspiração do Santo Espírito, a meditação na Sã Palavra e o jejum.

Porém, ao pregador cabe preparar-se de todas a maneiras possíveis para atingir ao seu público alvo, seja a igreja(em uma assembléia de cristãos, por exemplo um culto de ensino) ou uma pregação em praça pública(a ouvintes não-cristãos com o intuito de levar a mensagem de salvação).

Tomemos por exemplo nosso amado Mestre, Jesus ensinava por parábolas sobre semear e pastorear, mas sendo Ele filho de um carpinteiro(materialmente falando), não era especialista nestes outros assuntos. Jesus também deve ter tido a curiosidade de aprender sobre o que lhe rodeava e expor o Reino de Deus usando estes conhecimentos.  

Lembrando que pela tradição judaica, a própria lei mosaica era ensino obrigatório às crianças, então qualquer judeu - incluindo o próprio Jesus - deveria conhecer a Palavra de Deus na sua época.

Discurso...: Conjunto de frases ordenadas faladas em público.
Homilética.: É a ciência ou a arte de elaborar e expor o sermão.
Oratória...: Arte de falar ao público.
Pregação...: Ato de pregar, sermão, ato de anunciar uma notícia.
Retórica...: Conjunto de regras relativas a eloqüência; o falar bem.
Sermão.....: Discurso cristão falado no púlpito.

Nesta postagem focaremos a elaboração do sermão.


 1.Descobrir o Pensamento Central

O pensamento central é a mensagem, ou seja, é o Tema. Sempre procurar definir o tema no sentido positivo.

"Será que existe Deus ?"
É um tema indesejado pois suscitam mais dúvida do que fé.

"Como ser curado ?"
É um tema sugestivo pois fortifica a fé.

Em alguns casos o pregador fala o título(Tema) da pregação outras vezes não é necessário porém no esboço é aconselhável colocar.

O Título pode ser:
Imperativo...: Quando sugere uma ordem. 
               (Ide Marcos 16:15 )

Interrogativo: Quando sugere uma pergunta. 
               (Que farei de Jesus? Mt.27:22)

Enfático.....: Quando é reduzido. 
               (Amor, Fé)

A mensagem pode ter várias origens :
·        Através da leitura da Bíblia.
·        As literaturas religiosas e não religiosas.
·        Em uma observação.
·        Através da oração;
·        Na letra de um hino;
·        Em obras literárias (religiosa ou não ).

2. Preparar a Introdução

É o início da pregação. O ideal é que a introdução seja algo que prenda logo a atenção dos ouvintes, despertando-lhes o interesse para o restante da mensagem.

3. Escolha do Texto

É imprescindível a escolha de um texto que se relacione com o tema do sermão porém adequado. Vejamos o tipo de textos que devemos evitar:

Textos longos...: Cansam os ouvintes. 
                  (Salmo 119, leitura integral do salmo )

Textos obscuros.: Causam polêmicas no auditório. 
                  (I Co 11:10 - Véu)

Textos difíceis.: Os ouvintes não entendem. 
                  (Ef. 1:3 - Predestinação)

Textos duvidosos: "E Deus não ouve pecadores" 
                  (Jo 9:31 - Texto deve ser explicado)

Texto é importante porque ?

O texto chama a atenção dos ouvintes, desperta o interesse em conhecer a Palavra de Deus, ajuda na exposição do sermão, facilita ao ouvinte entender o assunto exposto.
Devemos escolher o texto em toda a Bíblia e não somente no Novo Testamento.

4. Escolher o Método Apropriado

De posse do pensamento central e o texto escolhido, deve-se determinar o método a ser utilizado.


O sermão é classificado por duas formas : pelo assunto ou pelo método, podendo ser discursivo ou expositivo.

1. Pelo assunto
- Doutrinário:  É aquele que expõe uma doutrina(Ensinamento).

- Histórico:    É aquele que narra uma história.

- Ocasional:    É aquele destinados a ocasiões especiais.

- Apologético:  Tem a finalidade de fazer apologia (defender).

- Ético:        É quando exalta a conduta e a vida moral e ética.

- Narrativo:    Quando narra um fato, um milagre.

- Controvérsia: Tem por finalidade atacar erros e heresias.

2. Pelo método

- Topical ou Temático.
É aquele onde a divisão faz-se pelo tema. Todas as divisões devem derivar do tema. A melhor forma é fazer perguntas ao tema escolhido, tais como: Por que? Como? Quando? O Que? Onde?

- Textual.
São aqueles onde a sua divisão encontra-se no próprio texto. É um método muito bom, pois oferece aos ouvintes a oportunidade de acompanhar, passo a passo a exposição do sermão.

- Expositivo.
Quando os textos são longos. Este pode expor uma história ou uma doutrina(Parábola, Milagre, Peregrinação, Pecado). Em certo sentido todo sermão é expositivo, mas aqui indica a extensão do texto.

Nesta breve exposição da Homilética, trouxemos algumas dicas sobre a construção do sermão e como aplicá-lo na pregação. Esta matéria é interessante e deve ser estudada com afinco, principalmente por aqueles que desejam pregar o evangelho.

sábado, 29 de julho de 2017

Já ouviu falar de Escatologia?



Mateus 24:3
E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?





Escatologia (Do grego: escathos=“último” ; logos=“estudo”, “mensagem”, “palavra”) É a parte da Teologia que trata dos acontecimentos do fim da história humana à luz da Bíblia, portanto, escatologia é o estudo sistemático das coisas que acontecerão nos últimos dias. A escatologia estuda os seguintes temas: Estado Intermediário, Arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Milênio, Julgamento Final e o Estado Perfeito Eterno.

A escatologia e a volta de Jesus: O estudo da escatologia bíblica mostra que o crente tem de estar sempre alerta, vigilante, pois a volta de Jesus pode acontecer a qualquer momento: “Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do Homem à hora que não imaginais” (Lc 12.40). Muitos desprezam e desacreditam das verdades bíblicas, mas Deus vela pela sua Palavra e em breve Jesus voltará e julgará a todos aqueles que amam a prática do pecado.


Existem diferentes interpretações escatológicas a respeito do fim. Não podemos estudar todas em uma única aula, porém falaremos de algumas:

1. Futurista.

Essa interpretação considera que a maior parte das profecias ainda vai se cumprir, começando com o arrebatamento da Igreja e demais fatos subseqüentes. Sem dúvida, é a mais adequada à realidade das profecias sobre os últimos tempos. Essa corrente, porém, subdivide-se em:

a) Pré-tribulacionista: Esta corrente prega que Cristo arrebatará sua Igreja antes da Tribulação de sete anos(Jo 14.1-3). A doutrina do arrebatamento é um ensino fundamental, porém, o povo de Deus não precisa estar dividido quanto a tal assunto. O importante é que Jesus voltará para buscar a sua Igreja. É importante ressaltar que a vertente pré-tribulacionista está mais de adequada com o livro de Apocalipse (Ap 4.1-2). Para os pré-tribulacionistas, os cristãos serão guardados da Tribulação. Aqui se prega que o propósito da Tribulação não é preparar a Igreja para estar com Cristo, mas, preparar Israel para a restauração do plano de Deus.

b) Pré-milenista: Essa corrente concluiu que a Vinda de Cristo ocorrerá antes do milênio, quando Cristo virá reinar sobre a Terra. Grande parte dos cristãos do primeiro século, eram pré-milenistas. Segundo o pastor Claudionor de Andrade “tal posicionamento foi duramente combatido por Orígenes que, influenciado pela filosofia grega, passou a ensinar que o Milênio nada mais era que uma referência alegórica à ação do Evangelho na vida das nações”.

c) Midi-tribulacionistas: Eles entendem que a Igreja será arrebatada no meio da Tribulação.

d) Pós-tribulacionistas: Pregam que a Igreja vai passar pela Grande Tribulação. No entanto, esse ensino não tem base sólida na Palavra de Deus. Jesus disse à igreja de Filadélfia, que representa a igreja fiel, que iria guardá-la “da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra” (Ap 3.10). A Igreja não estará mais na Terra quando começar a Grande Tribulação. Paulo ensina que devemos “[...] esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (I Ts 1.10).

2. Histórica

Consideram que o Apocalipse é um livro histórico, os fatos que ali estão já se cumpriram na sua maior parte. Mas tal entendimento não corresponde à realidade bíblica.

3. Preterista

Estes entendem que o Apocalipse já se cumpriu em sua totalidade na época do Império Romano, incluindo a destruição de Jerusalém, no ano 70 a.C. Entretanto, as profecias bíblicas sobre os fins dos tempos indicam que diversos eventos escatológicos ainda não se cumpriram, como o Arrebatamento da Igreja (I Ts 4.17), a Grande Tribulação ou “a hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo”
(Ap 3.10), a Vinda de Cristo em glória (Mt 16.27) e o milênio (Ap 20.2-5).

4. Simbolista

É também chamada de interpretação idealista ou espiritualista. Tudo é “espiritualizado”, simbólico; nada é histórico, mas apenas uma alegoria da luta entre o bem e o mal. Nessa linha de pensamento, há o ensino amilenista, segundo o qual não haverá um período literal de mil anos para o reinado de Cristo. Ensinam que a Igreja está vivendo um milênio simbólico, mas as referências que indicam que o milênio será literal são muitas (Ap 20.2-5; Hc 2.14). Há os pós-milenistas que pregam que Jesus só voltará depois do milênio. Os textos bíblicos, porém, indicam uma ordem diferente dos acontecimentos escatológicos. A ressurreição dos mortos salvos ocorrerá na vinda de Cristo (I Ts 4.13-17). A volta de Jesus é tão literal quanto o foi a sua Ascensão (At 1.9,11).

Conclusão

Podemos ver que a escatologia tem como maior meta não somente relembrar-nos da maior promessa de Jesus, que é o arrebatamento da Sua Igreja, mas também clarear este ensinamento para os salvos.

Aqui, alguns conceitos básicos foram passados, mas para um maior entendimento do que é escatologia, aconselhamos que você leitor aprofunde-se mais neste estudo.